Este texto apresenta práticas que favorecem a resolução de conflitos típicos nos relacionamentos interpessoais e afetivos. Se constantemente observadas, os parceiros estarão se prevenindo de problemas mais profundos.
Comunicar-se de maneira eficiente e eficaz
A comunicação eficaz promove a transmissão clara e objetiva das informações, minimizando chances de o receptor não captar com exatidão o que foi transmitido.
É importante praticar o feedback com boa frequência — dar e receber informações sobre reações, opiniões e sentimentos. Após comunicar uma expectativa, pergunte ao parceiro sua opinião sobre o que acabou de ouvir.
É construtivo intercalar feedbacks positivos com negativos: parabenize comportamentos que aprecia e, ao mesmo tempo, apresente seu ponto de vista sobre os que discorda, explicando o motivo.
Expressar abertamente suas expectativas
Expectativas permanecem como problema quando ficam ocultas, implícitas, existentes apenas na cabeça de quem as constrói — como se o outro tivesse o dever de captá-las sozinho.
Em nenhum relacionamento as pessoas têm o dever de captar sozinhas as expectativas subjetivas do outro. Suas expectativas terão mais chances de serem alcançadas se você as comunicar aberta e explicitamente.
O dono da expectativa é aquele que a construiu. Antes de acusar o outro, é válido lembrar que o comportamento dele pode ter outro significado se você separar suas expectativas do comportamento dele.
Monitorar interpretações sobre o comportamento do outro
Antes de julgar e condenar, é válido buscar explicações alternativas que também sejam plausíveis. Pergunte-se: Que evidências tenho para acreditar que minha interpretação é verdadeira? Que outra interpretação é possível?
Interpretamos a realidade através de pensamentos instantâneos. É um equívoco acreditar que pensamentos e realidade são a mesma coisa. Pensamento não é realidade.
Observar os Direitos Interpessoais
Respeitar os direitos interpessoais é crucial para construir relações saudáveis e duradouras. São esses direitos que garantem que os parceiros — enquanto indivíduos — sejam eles mesmos, e não apenas o que o outro deseja que sejam.
Evitar o jogo psicológico
O jogo psicológico ocorre quando um dos parceiros deseja que o outro "adivinhe" ou descubra por conta própria seu estado de humor, seus desejos ou expectativas. Quando o outro não "joga bem", surgem hostilidade e ressentimento.
O jogo psicológico é prejudicial porque abre caminho para interpretações ambíguas, promove comunicação cheia de ruídos e abre espaço para hostilidade.
Não há premissa que justifique que o outro parceiro deva descobrir o seu próprio erro sozinho. Através da comunicação assertiva, um parceiro pode informar ao outro de que forma o comportamento dele interferiu na relação.